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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

A chacina do Rio de Janeiro

 

O que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro foi mais uma chacina, com a desculpa de combater o crime organizado, como tantas outras que já aconteceram e com isso quem mora nos morros por necessidade e falta de política habitacional vai pagando o preço.

Quem normalmente morre nesses episódios são jovens, pobres, negros e das periferias, pois os grandes magnatas do crime estão fora, ora comandando os carteis de combustíveis e ora envolvidos na milícia, onde ambos representam grandes empresas.

O “modus operandi” da extrema direita é igual em todos os lugares. Vivem de Fake News, se aliam aos ricos, são contra todas as políticas sociais e nesse caso são contra a PEC da Segurança, que envolve uma ação conjunta entre União, Estados e Municípios.

Essa linguagem de narcotraficante é falsa e desprovida. Tornou-se uma forma dos EUA intervir em países como a Venezuela, onde no centro está o petróleo, ou na Colômbia que como o Brasil garantiu a soberania e disse não aos desmandos de Trump.

Quem de fato quer combater o crime, age de forma planejada, evitando generalizar quem mora nas periferias, como se fossem bandidos. O resto é chacina eleitoral. Mata-se para depois perguntar quem era. Não foi a primeira, mas foi a maior já ocorrida, fruto do bolsonarismo que se tornou uma anomalia pública, em busca de privilégios.

Nós que queremos uma sociedade justa e igual para as pessoas do bem, condenamos o extermínio de pessoas vulneráveis e defendemos uma Política Nacional de Segurança, onde possamos enxergar a polícia como agentes de segurança e não como criminosos.

Toni Cordeiro


segunda-feira, 20 de outubro de 2025

O Consenso de Washington e a necessidade das Massas...

 

Politicamente falando, o que está ocorrendo no momento tem a ver com duas questões fundamentais: A Teoria das Massas de Freud e o Consenso de Washington.

Na Teoria das Massas, Freud explora como os indivíduos se comportam em grupos, influenciados por processos inconscientes que os levam ao delírio.

O delírio da alienação. Os indivíduos são levados por uma onda a seguirem um mito, como aconteceu com o Hitler e agora pelo bolsonarismo com o genocida, que é uma anomalia fascista, apostando na destruição do petismo ou das forças de esquerda.

Algo que requer estudos, pois se instalou no imaginário de milhares de pessoas, dividindo famílias, amigos e trouxe o ódio como elemento de decisão política.

O Consenso foi uma reunião ocorrida em 1989 nos EUA com vários países, onde para o público em geral, era uma discussão sobre os problemas sociais vividos na época, mas na verdade era para a implantação do neoliberalismo na América Latina e no Caribe.

Para aderir ao Consenso o país tinha que aceitar dez metas:

1. Controle das políticas fiscais, evitando déficit fiscal alto em relação ao PIB;
2. Redirecionamento dos gastos públicos, de oferecimento de subsídios para prestação de serviços que promovem crescimento, como educação e saúde;
3. Reforma dos impostos, ampliando a base, mas adotando taxas marginais moderadas;
4. Taxas de juros determinadas pelo mercado e positivas, embora moderadas;
5. Taxas de câmbio competitivas;
6. Liberalização do comércio exterior, particularmente com eliminação de restrições como a necessidade de autorização para importar;
7. Liberalização do investimento direto dos estrangeiros no país;
8. Privatização de estatais;
9. Desregulação de mercados para permitir a entrada de mais concorrentes, exceto quando necessário por motivos de segurança, proteção ao meio ambiente e defesa do consumidor;
10. Garantias legais para os direitos de propriedade.’

Na ocasião, a missão foi confiada ao Collor, que não deu conta de encaminhar e por isso sofreu o impeachment, pois era um personalista de primeira grandeza. O bastão então foi passado à FHC que entre outros, privatizou noventa por cento do que era estatal.

No universo do Consenso o Banco Central tem que ser independente, pois necessita de medidas que fortaleçam os investidores e o Quarto Poder, que é a mídia golpista vai medindo o clima político, de acordo com os seus proprietários.

Na sequência, para a substituição do Estado em suas funções sociais vieram as ONGs e para fortalecer o conceito de “massas” chegaram as igrejas Neopentecostais, que se tornou um instrumento altamente eficiente com “pastores” treinados para a tarefa.

A coisa só não foi pior porque no meio do caminho Lula e Dilma interromperam o processo, mas a derrubada de Dilma foi necessária para que se fizesse a “Reforma Trabalhista”, tirando praticamente todos os direitos da Classe Trabalhadora.

Assim sendo, o que ocorre hoje na conjuntura política da América Latina, ainda são as demandas do Consenso, onde a pauta atual por aqui é a Reforma Administrativa, que acaba com os serviços públicos e os terceiriza com o setor privado.

Por ironia do destino, os mesmos servidores que fizeram greve contra Dilma, vão ter que sair das tocas para defenderem seus direitos, antes que o lobo do sistema os coma.

Assim é o capitalismo. Um sistema injusto e desigual, com mais da metade da população passando fome, onde a classe trabalhadora é usada como massa de manobra para enriquecimento dos ricos, que continuam cada vez mais ricos, através da “mais valia”.

O que fazer para mudar essa realidade? Continuar de mãos dadas na luta por uma nova sociedade, justa, fraterna e igualitária socialista, onde o coletivo prevaleça em detrimento ao individual e o bem-comum seja a única moeda de troca.

Toni Cordeiro


domingo, 19 de outubro de 2025

O que sobrou de Gaza...


É muito difícil acreditar nesse acordo de paz na Faixa de Gaza, comandado por Trump, que aceitou e apoiou uma matança generalizada.

O que sobrou foi uma terra arrasada sob as covas de milhares, principalmente de mulheres e crianças. Um genocídio para exterminar o povo palestino.
Acompanhamos o que foi possível, onde até a fome foi usada como arma e a imprensa golpista escondeu o quanto pode. Chego a ter sérias dúvidas se aquele atentado que iniciou a matança, de fato aconteceu.
Caso fosse sério, o acordo, incluiria as bases para a criação do Estado Palestino. Uma discussão que se arrasta desde 1947, com a partilha desigual das terras entre os povos árabes e judeus, sendo que o Estado de Israel foi criado em 1948.
O que está em jogo é a exploração econômica do que há em Gaza e a transformação do local num “paraíso” a ser explorado por futuros visitantes.
Continuamos na luta pela defesa do Estado Palestino, que daria um pouco de paz e colocaria um pouco de verdade nessa situação.
Toni Cordeiro