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domingo, 12 de julho de 2020

O Amor existe ou é uma lenda da adolescência?


O amor jamais morre… | O Olhar de Kika Domingues
De vez enquanto me sinto jurássico ao falar de Amor como um sentimento que se nutre da pureza da relação, ou quem sabe o Amor da forma ingênua que penso sentir, nem mesmo exista. Faça parte apenas de uma lenda antiga que muita gente não conhece ou a esqueceu e trocou por novas formas de amar. Aí fico com a dúvida se estarei velho demais para ainda acreditar que o Amor exista ou se farei parte de uma vanguarda em extinção, que resiste e ainda guarda o sonho de amar e ser amado, depois de ciclos de vida onde isso parecia ser tão natural. Seja o que for o Amor de verdade pode até ser um mito, mas quem já o viveu ou ainda quer viver enxerga a vida a dois com outros olhos e disposição para viver. 

Fico pensando que quando conseguimos entender que o AMOR verdadeiro por outro ser, fica numa área restrita do coração, reservada de onde habita o amor que sentimos pela família e pelos amigos e amigas, por mais chegados que sejam, a vida a dois passa a ter outro significado, indo muito além do sexo como argumento ou das diversas formas de carinho e passa a ser uma busca constante de juntar as duas partes, pois nos misturamos com quem amamos, compartilhamos e oferecemos sempre o que a outra parte amaria ver, ouvir e viver, só para vê-la feliz. Construímos momentos só para gozamos juntos e pulamos de mãos dadas os obstáculos que a vida sempre nos põe frente a frente.

Ao entender isso, sentimos que mais vale aproveitarmos a vida juntos, nos diversos momentos que a vida oferece, do que estarmos nos bailes da vida dançando com o mundo só pelo nosso prazer, porque se assim for, só uma parte goza e se torna apenas a motivação de vida pelo prazer do momento.  

Viver a dois com AMOR é leveza na alma. É um pulsar em sintonia com as almas brincando de amanhã. É sentir vontade de ligar a qualquer hora do dia e da noite só para matar a saudade. É se por disponível para falar e escutar. É roubar um tempo do lazer e dos compromissos nas redes sociais, só para ficar juntos por prazer. É nunca deixar a outra parte à espera sem avisar. É mimar e dar Bom Dia e Boa Noite por prazer e por AMOR. É ter o cuidado de incluir a outra parte aonde achamos que ela se encaixa perfeitamente e vai se sentir feliz. É compartilhar e convidar ao que nos faz bem. É enfim um doce afago no tempo com o receio que a vida logo acabe. São coisas dos deuses em busca de Deus. É o universo conspirando para que duas almas voem juntas rumo ao infinito noite e dia.

Quem sabe esse roteiro expresse apenas uma prestação de contas com as minhas vidas passadas ou uma vontade de ser assim se vidas futuras eu tiver. Seja o que for é um processo de catarse permanente que sempre aviva a minha forma de ser, que vai de sobrevivente de uma sociedade embrutecida onde amar no velho estilo virou perca de tempo e fora de moda, passando por uma janela para o futuro onde enxergo o sol e com ele faço uma viagem até à tardinha onde contemplarei as estrelas em busca de alimento para a alma e de muito amor. 

Se AMAR dessa forma é ser anormal, anormal serei enquanto vida tiver e por ser assim, me dou ao direito de sempre desconfiar de quem se acha normal.

Antonio Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico e Pesquisador em Gestão Social

7 comentários:

  1. Somos anormais porque amamos pessoas e usamos as coisas, e não o contrário, como ando vendo. Lindo texto amigo

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  2. Olá minha amiga Rita. Que sejamos utópicos e jurássicos, mas sobretudo, que sejamos autênticos com o que pensamos e agimos. Grande abraço.

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  3. Infelizmente estamos vivendo na época dos Amores Líquidos ...
    Talvez as pessoas estejam com preguiça de amar !

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    1. Olá minha amiga. Creio que o embrutecimento da sociedade e o imediatismo do momento sejam os grandes responsáveis por isso e ai as pessoas vão encontrando formas de se satisfazerem e chamam isso de amor.

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  4. Eu acredito no amor. Não essr amor romântico idealizado. acredito em companheirismo, harmonia, amizade, tudo isso dentro do relacionamento é o amor da forma que entendo, com confiança, parceria, respeito. Aceitar o outro como wle é, é amor. Ser resiliente, é amor.Calar muitas vezes é uma grande prova de amor. Enfim, podemos sentir vários tipos de amor...Fraterno, filial, amor amante. O mais importante e difícil é aprender a entender o limite de casa um, de cada relação e respeitar as cláusulas pétreas dessas almas para viver bem.

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  5. Olá Raquel
    Muito profundo o que escreveu. O amor é um pássaro que quando pousa é porque encontrou um galho seguro para o abrigar...

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  6. O amor é uma nescessidade.
    Quem não ama vive desesperado.

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