Mensagem

Faça seu comentário no link abaixo da matéria publicada.

sábado, 16 de janeiro de 2021

As tempestades internas que habitam em nós...

 


De vez enquanto eu necessito fazer algumas viagens mentais pelo interior da minha existência. Como uma longa caminhada pelas veredas da vida. Uma forma de eu ir ajustando contas com a minha consciência, fazendo um balanço das minhas ações e pensamentos e trabalhando a realidade existente, com a preocupação de não perder o foco das necessidades eminentes e principalmente imaginar o que serei no futuro e com quem poderei contar.

Ontem fiz algo inédito para o meu dia a dia. Junto com outras pessoas, fizemos uma trilha de três horas e meia por mata fechada e em pleno contato com a natureza. Procurei falar pouco durante o percurso, pois o que eu queria mesmo era saborear o cheiro de mato verde e das folhas secas que pisávamos ao percorrer a trilha. Além disso, queria refletir sobre a vida, sobre a minha existência e sobre tantas coisas que estou vivenciando. O que é real ou fantasia. O que conseguirei fazer em termos de oficio sem por minha dignidade em jogo. Enfim... Muitas coisas... O bom é saber que nada acontece por acaso.

Cada obstáculo que ia encontrado pelo caminho era como se fosse algo dentro de mim que tenho que criar, recriar ou enfrentar diante de tantas decisões a tomar e poder em breve saborear o que plantei e que vou colhendo lentamente em dias de sol de muita luz ou mesmo em dias de tempestades. Cada detalhe da mata e seus segredos vinham como uma nova possibilidade. Como algo novo. Como um encontro com a natureza e com sua resistência em sobreviver.

Essas inquietudes cotidianas me levam a alguns pensamentos: Quem de fato somos? O que há dentro de nós que vale a pena ser duplicado? O que precisamos mudar para nos aproximar do que sonhamos? Qual será o próximo capítulo da nossa vida a ser escrito para a nossa história? Quem fará parte dela? Que caminhos trilharmos para que a viagem continue sendo prazerosa?

Em busca de respostas chego à conclusão de que vivemos de momentos. Somos momentos. Vivemos tentando entender o próximo passo, como uma busca constante e também buscando entender o que cada pessoa que se aproxima de nós busca de fato ou o que buscamos junto com elas ao ser permitido como uma ação compartilhada. Vivemos em pleno diálogo com os outros “eu” que habitam dentro de nós, em busca do equilíbrio e procurando entender e mediar as reações de cada um deles em seus diversos momentos.

Em resumo, somos o que somos. Somos a extensão dos nossos pensamentos. Somos o que plantamos. Somos o resultado das nossas escolhas. Somos vida nova para muita gente e apenas lembranças para outras. Somos luzes no caminho de algumas pessoas e o pensamento vivo que pulsa em alguém que nos adota como uma flor que nasce em seu coração. Assim é a vida. Requer antes de tudo uma profunda observação para entendermos as nossas reações.

Hoje não tenho dúvidas que vir ao mundo para servir é uma grande prova de amor. Algo épico que se materializa nas pequenas ações que vamos realizando, que de alguma forma enfrente o caos, sirva de alento para o momento que passamos, além de trabalhar a esperança como elemento vivo de um mundo utópico onde não haja exploradores e nem explorados.

Assim caminhamos. Ocupando terrenos não habitados, plantando junto com sonhadores e sonhadoras, sonhos que nos servem como alimentos e nos alimentando do que as pessoas céticas chamam de “doces ilusões”, mas para nós, sonhadoras e sonhadores, é a prova viva das nossas existências.

Que consigamos vencer as tempestades internas que habitam em nós e possamos juntos e juntas apreciarmos o arco íris que por certo virá dar o ar da graça quando a tempestade passar e chegarmos à “terra prometida”.

Antonio Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico e Pesquisador em Gestão Social

6 comentários:

  1. Olá, sou o Thales.
    Acredito que viemos ao mundo para amar, e servir como no seu post, servir na minha opinião seria fazer a outra pessoa sentir amor também. Quando conseguimos fazer com que a outra pessoa consiga enxergar, este sentimento, nosso coração se enche de alegria,pois estamos cumprindo com o nosso objetivo de vida.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Thales. Que bom encontro. Que boa conversa e que bom te conhecer.
      Também acho que a missão humana se baseia no amor. As nossas lutas no enfrentamento às diversas crises que vivemos tem como eixo principal o amor que temos pelas causas e pelas pessoas. Porém amar alguém e ser compreendido é a parte mais nobre do ato de amar. Obrigado pela leitura e obrigado pelo comentário. Esteja convidado a escrever também no blog. Grande abraço.

      Excluir
  2. Eu me contentaria em fazer alguém ver que o ódio que ela sente não ajuda em nada. Nem só objeto do ódio, nem a ela mesma, já que o objeto pode ser igual ou semelhante a ela mesma

    ResponderExcluir
  3. Olá Rita. Você tem toda razão. O ódio é a negação do amor, além de ser uma doença a partir da inveja e de tantas outras doenças humana. O mundo precisa se reinventar.
    Enquanto isso não ocorre, nós sonhadores e sonhadoras vamos lutando tanto internamente como junto com outros e outras que adotam as causas humanas e sociais como missão de vida. Grande abraço.

    ResponderExcluir
  4. Toni querido,
    Excelente texto buscando reflexões sobre nossa existência.
    Parabéns!!

    ResponderExcluir

Faça seu comentário sobre o Post