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sábado, 23 de janeiro de 2021

De volta ao começo. Qual será o próximo passo?

 


Mensagem solta no ar como um pássaro que voa em direção ao seu abrigo, ou apenas uma mensagem subliminar que veio dar o ar da graça, do que ainda poderá ser ou não. Um texto com duplo sentido e a possibilidade de se caminhar pela estrada que der mais prazer.

Noites que se confundem com os dias, sonhos que nascem como se fossem avisos e a gostosa sensação de acordar com um suspiro dizendo que a vida existe e que podemos fazer sempre melhor no dia seguinte.

Sinto-me em viagem acompanhado por um luar e uma leve brisa que vem ao meu encontro, como se fosse um momento de paz em minhas viagens mentais. Vagamente caminho em direção do que ainda não conheço ou em alguns momentos não vejo, mas faço a caminhada por sentir o que já foi, o que é e um sonhar do ainda poderá ser. Crio e recrio o ponto de partida e construo em pensamento um ponto de chegada a ser comemorado em momentos de alegria, onde a nostalgia dê espaço a um som de vida depois de um arco-íris.

Ando descalço para um contato maior com a natureza e quem sabe para saborear um pouco de magia que a terra firme onde nós pisamos passa. Às vezes tropeço nos obstáculos da vida, vindo uma sensação de desconforto e a lembrança de que preciso exercitar algo que só me faz bem. .

Canto canções inacabadas, cantarolo o que possa fazer alguém dormir e vejo por entres frestas um sol brilhante a me esperar. Olho nos olhos do infinito buscando o que ainda não consigo entender e vejo refletida a imagem do amanhã, que teimosamente insiste em me avisar que o que não foi ainda poderá ser e o que já foi serve de texto e contexto para uma poesia ainda a ser escrita fazendo um fechamento do que aconteceu entre o acaso e o destino.

Fecho os olhos e caminho em direção aos meus desejos e ao que mais quero. Lembro-me da noite anterior, do amanhecer, do jardim repleto de flores, do sonho interrompido pelo acordar, de várias borboletas coloridas voando em círculo e que além do sol que me aquece, logo virá o cair da tarde com toda sua ternura e uma noite estrelada onde tudo pode acontecer.

Refaço caminhos, conto história para por meu ego em dia e lembro-me do café com chantilly, do teatro em tarde de mimo, da movimentação noturna e de uma fada madrinha que veio me avisar que o amanhã é logo ali depois do hoje.

Faço planos do que ainda não sei, mas do que gostaria de ser. Escrevo contos para revelar a minha alma. Vou enfrentando os fantasmas do dia a dia e vou degustando devagar os momentos em fantasia que a vida por merecimento ou por descuido vai me ofertando todos os dias e não me esqueço de agradecer.

De onde poderão vir às convicções contidas em meus sonhos? Quem sabe das mudinhas do amanhã que plantei em meio a várias orquídeas como companhia, imaginando que tenham crescido e possam embelezar o jardim que todos os dias construo em meus pensamentos. A vida na verdade é uma grande fantasia onde cabem todos os sentimentos e é o coração que vai determinando o que fica e o que servirá apenas como ótimas lembranças.

Que o começo não seja o fim do que é, tampouco o rompimento de algo que ainda nem aconteceu, mas que seja o encontro de todos os momentos, na construção de um amanhã, regado por músicas, colorido por várias flores e encantado por uma fada que fará com que nossos corações batam mais forte.

Antonio Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico e Pesquisador em Gestão Social



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