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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
Uma viagem ao Universo dos Sonhos...
sábado, 16 de novembro de 2024
Precisamos de uma revolução?
Antes é preciso primeiro nos
revolucionar. Indignarmo-nos do que acontece. Vestirmos a causa da questão, revermos
nossos valores e princípios, analisarmos o presente mirando aonde queremos
chegar. Uma revolução de conceitos e principalmente no ato e nas formas do agir.
Vivemos numa sociedade doente de todos
os males divisionistas e discriminatórios, com o ódio determinando quem vai
viver ou morrer ou quem vai ganhar ou perder uma eleição. Aonde falsos profetas
e falsos pastores aliciam suas ovelhas alienas para um abate futuro, onde se
fala o que não se sabe e se ouve apenas o que se quer ouvir, além da existência
de várias tipos de esquerdas, confundindo até quem está na luta por uma causa.
É necessária uma revolução de valores,
de ética, de conceitos, de princípios e inclusive do ato de amar, que foi banalizado
pelas regras do ficar ao invés de se caminhar em par. É preciso uma revolução para
se combater o analfabetismo político, religioso e de ideias, antes da batalha
final.
Porém como se faz uma revolução tão
profunda onde o front pode estar dentro de casa, ao lado, na família, nas
amizades e principalmente nos rios que temos que atravessar?
Primeiro não esquecendo ou não
ignorando o ponto de partida, que foi onde os sonhos começaram por um novo
mundo e principalmente estando no meio onde tudo acontece, pois uma revolução para
uma nova sociedade não acontece de longe apenas analisando ou viajando nas
redes sociais, como se fossemos os sábios do amanhã.
Para mudar de fato essa sociedade
precisamos primeiro sair do individual para o coletivo, onde as pessoas andam
de mãos dadas e sonham por uma utopia comum.
Antonio Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
quinta-feira, 14 de novembro de 2024
Onde será o meu próximo pôr do sol?
Hoje acordei
inquieto, mediante alguns acontecimentos dos últimos dias. Minha inquietação me
levou a esses resultados. Como não é possível voltar no tempo para refazer, o
que me resta é refletir e aprender para não se repita.
Revirando as
gavetas, me deparei com um texto do Mário de Andrade: “Minha alma está em brisa”.
Um texto enfático. Um verdadeiro testamento ou um depoimento para a própria alma.
Começa
lembrando que contou os anos e descobriu que tinha menos tempo para viver do
que já tinha vivido. Algo que não fazemos. Vamos deixando a vida nos levar.
Expressa não
ter mais tempo para reuniões intermináveis, onde são discutidos estatutos,
regras, procedimentos e regulamentos, assim como apoiar pessoas absurdas. Também
estou assim e vou ficar bem longe de uma amiga depois do que postou em seu Face.
Mário cita como
pretende viver: “Quero viver ao lado de pessoas humanas, que sabem rir dos seus
erros...”, além de tantas outras situações. Da minha parte pretendo deixar de
me preocupar com as coisas tangíveis e cuidar com zelo das coisas findas, pois são
essas que ficarão, como dizia Drummond.
Mário termina
o texto dizendo: “Nós temos duas vidas e a segunda começa quando você percebe
que você só tem uma…”. Algo que poucas pessoas se atem para esse detalhe. Para
muitos e muitas, são “imorríveis”, como disse o coisa ruim.
Me apropriando
do texto do Mário, faço um diálogo também com a minha alma e prometo refletir
muito, principalmente para que eu não mais desperdice nenhum mimo que ganhar,
nenhum momento feliz e sobretudo que eu faça feliz quem me deixa feliz, pois
quem sabe seja quem estará comigo no próximo pôr do sol.
Antonio
Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
https://gestaopublicasocial.blogspot.com
sexta-feira, 1 de novembro de 2024
Os valores humanos em discussão...
Somos uma composição de valores mutáveis, a partir das nossas
vivências e experiências de vida e de princípios que se consolidam e se tornam
nossa forma de ser.
As mudanças de valores nos últimos anos, com a chegada do
fascismo, foram tão intensas com comportamentos estereotipados, que as mentiras
viraram verdades e as verdades pouca gente acredita. Isso seria impensável há
muito pouco tempo.
Ao analisar o momento, chego à conclusão de que estamos em perfeito
descontrole do ponto de vista de valores básicos, principalmente éticos e num
ritmo de vida extremamente contraditório, onde a destruição dos valores
passados caminha lado a lado, com quem se permite se anular enquanto pessoa e
se deixar ser dominado.
Ao trazermos o passado, onde o respeito era uma das pautas principais
e as questões políticas eram disputadas por adversários e não por inimigos,
somos taxados de saudosistas, como se o que vivemos na atualidade fosse a
recriação do passado com um toque dessa modernidade mórbida.
A meu ver, vivemos a banalização dos valores que aprendemos, que
foram profundamente alterados por uma série de comportamentos ditos normais e
acabam construindo novos princípios que nos separam distantes de quem pensa
assim.
O que fazer para mudar? Só temos dois caminhos. Calarmo-nos diante
da barbárie e acharmos que também fomos dominados ou disputar mentes e corações
de quem permitir que nos aproximemos e cantemos juntos e juntas os cânticos do
amanhã.
Eu prefiro continuar na caminhada com sonhadores e
sonhadoras, em luta por um novo mundo, do que ignorar que sou povo, comunidade,
sonhos e amorosidade, porém entendendo claramente que carrego minha parcela de
culpa pelo momento atual e isso me leva a seguir na luta. Vem comigo...!
Antonio
Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
quarta-feira, 30 de outubro de 2024
Somos experiencias misturadas com vivências...
Incomodamos vive em outro mundo. O “fogo amigo” nos confunde,
a direita nos rastreia e nos classifica e a extrema direita quer nos intimidar,
afirmando ser o fim, mas nem sabem que somos sementes e brotamos a cada mão que
conseguimos segurar...
Trata-nos assim por termos lado, a partir da Revolução Francesa,
por sermos Paulo Freire ao educar, Lula da Silva na teima, Arns e Lancelotti no
processo religioso, Tchê na disposição de lutar e porque decidimos estar ao
lado do povo explorado, discriminado e segregado em comunidades, desrespeitadas
pelos agentes do sistema e sequestradas pelo fundamentalismo religioso.
Pagamos o preço por nos posicionar contra a barbárie e por
escolher nas eleições, quem constrói de forma coletiva as propostas de mudanças
dessa sociedade desigual e seguimos juntos com quem tem cor, ideologia definida
e segue em luta rumo ao futuro.
Como formador de opinião, consciente politicamente e tendo
lado, sempre defenderei o que penso, custe o que custar, assim como foi na
ditadura sangrenta empresarial-militar. Saímos em passeatas, ocupamos o que
tinha que ocupar, sonhamos juntos e deixaremos para a posteridade as nossas
histórias de vida e de lutas.
Só em nunca ter me vendido, poder olhar nos olhos de quem nos
acusa e saber que fomos, somos e poderemos ser, referências para o futuro, valeu
a pena ter nascido.
Algo que se transforma num ato de amor pela vida e de forma
fraterna vamos de mãos dadas subindo os morros e aguardando para eles desçam ao
asfalto e ocupem o que lhes foi tirado por essa sociedade injusta que se
beneficia de todas as suas mais valias.
Antonio Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
sábado, 26 de outubro de 2024
Uma viagem ao que nos ensinaram e ao que realmente é...
Antes de tudo, é urgente parar esse demônio de Israel, que
extermina principalmente mulheres e crianças, para que o caminho fique livre
para o gás e o petróleo.
Primeiro catequisaram os índios impondo um novo deus, como se
eles já não tivessem, depois que chupar manga e tomar leite fazia mal, que era
para os escravos ficarem longe das vacas e o que dizer que política, religião e
futebol não se discutem? E por que não?
Para completar, ensinaram que política é sinônimo de corrupção
e que todo político é ladrão. A questão central, é afastar o povo da
compreensão política, entregando sua sorte aos falsos líderes, além de que ser de
esquerda é uma coisa do mal.
Porém, o que é ser de esquerda? Segundo Pepe Mujica, ser de
esquerda: "É uma posição filosófica perante a vida, onde a
solidariedade prevalece sobre o egoísmo". Algo que transcende a parte
ideológica e se estabelece na forma de ser de cada pessoa.
É evidente que quem defende esse capitalismo selvagem, que
adultera o que vende, envenena os alimentos, põe solvente na gasolina e água no
álcool para aumentar seus lucros, além de pregar o medo usando as religiões como
utopia, nunca vai entender.
Ser de esquerda é pensar de forma coletiva e lutar de mãos
dadas pela libertação do povo explorado. É enfrentar qualquer tipo de violência
e discriminação e acreditar na possibilidade de um novo mundo, onde ninguém
passe fome.
Em sua essência ser de esquerda é tornar o ato de amar num
ato revolucionário, num momento em que uma grande parte da população apenas
finge sentimentos e torna seus encontros casuais numa opção para saciar o
insaciável.
Antonio
Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
segunda-feira, 21 de outubro de 2024
Dizem que a esquerda morreu... Será???
Com a vitória da direita e da extrema direita na maioria das cidades, dizem por aí que a esquerda morreu. O Consenso de Washington já previa essa movimentação. Contam que o Consenso foi um conjunto de recomendações econômicas para conter a crise da época e a promoção do crescimento dos países da América Latina.
Foi na verdade um encontro de países em 1989, promovido pelo Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, com o objetivo de implantar o neoliberalismo na América Latina e no Caribe, que tinha dez metas, desde privatizar tudo que é público até o controle fiscal para que empresários e investidores tivessem mais lucros. Até os golpes estavam previstos e o tal Terceiro Setor para cuidar dos pobres que o Estado não desse conta.
O que há de novo, mas no ideário do Consenso? O domínio das
Igrejas Pentecostais, aliadas com a ala conservadora da igreja católica e uma
parte de outras igrejas, que enebriaram o povo cristão e se chegou ao caos
político. Para manter só precisam de eleitores doutrinados e não cidadãos e cidadãs
que defendam seus direitos.
Vende-se a ideia de que poderão ter seus negócios e que quem
votar na esquerda vai para o inferno. Com isso, seus inimigos passaram a ser
Paulo Freire, a esquerda e quem luta por uma nova sociedade.
Por outro lado, a esquerda continua com a incapacidade de se
unificar e de se renovar, abrindo uma clareira para que o fascismo e seus
agentes trabalhem sem parar.
Uma coisa é certa. Podem dependurar seus ódios e suas falsas ilusões
nas cercas do fascismo, porque a esquerda tem longas raízes e logo começarão a
brotar...
Antonio
Lopes Cordeiro (Toni
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
domingo, 13 de outubro de 2024
Que tipo de sentimento envolve as pessoas nas eleições?
Ao analisar que 30,46% do eleitorado se absteve ou votou em
branco ou nulo e 34% não votariam se o voto não fosse obrigatório, a pergunta
é: Por que a maioria das pessoas vota em seus algozes e não em quem poderia
lhes defender?
O voto é uma conquista democrática, por isso deveria ser
livre. Quem sabe assim algumas pessoas não precisassem pegar do chão em quem
votar, que chega a ser deprimente.
A partir da ignorância política e outros fatores, o
envolvimento das pessoas no processo eleitoral só se dá por alguma motivação e
comportamento.
Algo que vai de uma paixão cega pelo
candidato ou candidata, sem ao menos saber o que essa pessoa defende ou a quem está
intimamente ligada, passando pela venda descarada do voto por uma “vaguinha”,
uma ajuda ou outra espécie de barganha.
Existe ainda os chamados currais eleitorais,
que vai do coronelismo ao fanatismo e fundamentalismo religioso, envolvendo grande
parte do setor evangélico e católico. Algo iniciado no Consenso de Washington e
que teve forte ampliação na bolha infernal chamada bolsonarismo, mantido por
Fake News e pelo ódio.
Apenas uma pequena parte estabelece seus apoios a partir da convicção
política. Vão à campo por uma causa e mudanças profundas nessa sociedade
injusta e desigual.
O que fazer diante desse cenário? Quem sabe um trabalho de
base melhorando a comunicação, formação e organização em busca de direitos,
pois se a direita aposta apenas na democracia representativa e sabemos
claramente os porquês, nós temos a democracia participativa como elemento
principal e ela incomoda quem engana, justamente por nascer a várias mãos e saber
que o voto é apenas um caminho para as mudanças necessárias que terão que
acontecer.
Antonio
Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
terça-feira, 8 de outubro de 2024
Quanto vale seu voto? O voto tem preço?
As eleições do Domingo revelaram claramente que temos vários Brasis,
a partir do comportamento da maioria do eleitorado, se espelhando nas sombras sinistras
de velhas e novas raposas políticas que aguardam ansiosas para o banquete final.
O que
assusta é saber que regredimos muito nos últimos 20 anos. O crescimento da
direita e a invasão da extrema direita acabou dando um tom político de plena loucura
e alienação, onde a mentira virou verdade e o ódio comandou o cenário eleitoral.
Ainda vivemos numa cultura onde o voto está à venda, seja por
uma camiseta, por uma cesta básica, por pequenos valores segurando uma bandeira
sem vida, pelas palavras de ódio de um pastor rico ou remediado negociante da
fé, que determina quem é santo e quem é demônio nas eleições ou ainda através de
aberrações como vimos em São Paulo de um bandido enganador vendendo a ideia de
que todo mundo pode ficar rico e que foi cria do genocida, que hoje está em
guerra pelo controle do ovo da serpente em 2026.
Existe uma máxima que se aplica perfeitamente no mundo da
política e que define o que restou do voto da maioria do povo brasileiro, seja
pela ausência deliberada de não ir votar, por deboche, por paixão, por desprezo ou pelo ódio,
não sabendo sequer em quem está votando ou o que defende quem votou: “Diz com
quem anda que direi quem tu és”.
O resultado serão gestores com compromisso apenas com quem os
bancou financeiramente e Câmaras Municipais onde a maioria continuará aprovando
a esculhambação da boa política e a continuidade de raposas como esse prefeito
de SBC que pintou as áreas nobres e vendeu os espaços públicos a seus melhores
amigos.
Enfim o que sobra de tudo isso? Sobra a dignidade de quem não
se vende nunca. Sobra a felicidade da escolha de que caminho devemos seguir.
Sobram os sonhos que nos movem e a certeza de que deixaremos uma história de
vida, onde fizemos com muita dignidade a nossa parte. Bom mesmo é poder dizer e
ter orgulho em quem votamos, independente do resultado...
Antonio
Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, escritor e pesquisador em Gestão Social
www.gestaopublicasocial.blogspot.com
sexta-feira, 4 de outubro de 2024
Armadilha...
Tem momentos da vida que achamos que nunca vai passar, que
por mais que você lute, que você tente, não passa. Em um desses momentos eu
escrevi muito, sobre a situação, sobre os sentimentos vividos e sentidos, e
sobre o passar.
Senti vontade de compartilhar um apanhado de frases soltas
que se conectam e que me fizeram e fazem refletir e ressignificar os
sentimentos, enfim, sem mais delongas:
_Está no limbo, num lugar que nunca imaginou estar, empurrada
por quem você nunca imaginou que pudesse te machucar, e sem conseguir sair, sem
conseguir ao menos respirar. E ainda se sentir culpada.
Culpada, por quê? Afinal você não é forte o suficiente
pra esquecer, deixar pra lá, ou até suportar o insuportável?
Culpada por permitir que toda construção de uma vida na
sua autoestima, na sua pessoa sendo colocada a prova e te trazendo dúvidas,
mesmo sabendo que não depende de ninguém, ainda sente.
Pensa, onde foi que errou, como pode falhar, não ver,
não sentir e não se proteger. E sente muito.
Pensa e sente muito ultimamente, numa proporção de um
vazio tão grande, pedindo socorro pra uma fortaleza que tem medo de levantar
novamente, ou pra uma versão sua tão perigosa que tem medo de acordá-la. Chega
a ser engraçado que a fortaleza foi derrubada por quem te obriga a
reconstrui-la.
Sente culpa, por ver seu brilho que outrora ofuscava
qualquer possibilidade de escuridão se esvaindo, lenta e doloridamente.
Mas ainda se sente culpada por erros e ações que não
são suas, por escolhas e impulsos que não são seus, sente vergonha.
Culpada por permitir que te exponham a situação de
constrangimento e humilhação. E ainda assim, pelos olhares dos que pouco ou
nada sabem, vem as impressões: dramática, mal-humorada, possessiva, rabugenta
ou a melhor de todas, louca.
Culpada, por não sentir culpa pelos seus próprios
fantasmas - hipócrita e egoísta, mas mesmo assim, ainda sente muito.
No fundo, você sabe que vai passar, mas tem medo do que vai levar consigo, do que vai perder aí dentro e o quanto é triste saber que pra ser forte, precisará matar algo bom e ingênuo.
Débora Machado
segunda-feira, 30 de setembro de 2024
A alienação comprometendo o resultado eleitoral...
Existe uma diferença
política-ideológica entre comunidade e sociedade, sendo a comunidade esquecida
e atacada com violência em todos os seus direitos. Uma sociedade divisionista,
machista e discriminatória não me representa. Sou mais Comunidade, onde se vive
numa luta diária pela sobrevivência, mas de mãos dadas.
O que aconteceu
com a humanidade ou ao menos com uma grande parte dela? A impressão é que
alguma coisa não deu certo com o projeto do Criador. O poder, a fama, o
dinheiro e os mil interesses em jogo, corroeram o princípio ativo e deu no que
deu...
Ao ver os debates
dos candidatos e candidatas para a prefeitura de São Paulo e analisar atentamente,
chego à conclusão de que estamos vivendo um dos piores momentos da vida
política do país, com uma alienação extrema, pouco conteúdo e a direita
tentando vender a ideia de que a esquerda é o monstro e ela tem a salvação para
a humanidade.
Já tivemos cadeirada,
agressão física por um assessor de quem está de olho no ovo da serpente, uma socialite
tentando enganar a classe trabalhadora, gente que mostra o que jamais será,
alguém que se diz amigo do Lula e do Desgovernador e o enganador mor atual
prefeito, envolvido em mil falcatruas, mas com cara de paisagem. Sobrou o
Boulos, que apanha muito, mas consegue mostrar a que veio. Não é um debate é um
desastre.
A piora do cenário
político se deu com o surgimento do bolsonarismo. Uma síndrome do mal pautada
apenas por Fake News. Criaram um mundo paralelo de pura enganação.
O que sobra de
tudo isso? Sobra o caos e os cacos a serem administrados, dependendo dos
eleitos e eleitas; mais dinheiro para os falsos líderes, tanto políticos como os
enganadores da fé e por último muita luta por quem tem consciência política e não
se vendeu e nem se venderá jamais.
Antonio Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
www.gestaopublicasocial.blogspot.com
terça-feira, 24 de setembro de 2024
A direita e a ultradireita no carrossel político...
Falar de
direita, ultradireita, centro, esquerda e extrema esquerda, é um assunto que
pouca gente domina, nem sabem do que se trata. Sabem apenas a partir da
Imprensa Golpista.
Como seres
pensantes, somos resultado dos livros que lemos, da educação que recebemos e de
muita vivência para entendermos quem somos, o que defendemos como valores e
como usamos o que aprendemos nas decisões políticas, como no caso das eleições
a cada dois anos.
O capitalismo
nos classificou, as religiões nos separaram e a política nos distanciou,
criando dois mundos distintos. Um que enfrenta e segue com quem tem um projeto
que nos cabe e o outro um vale tudo, onde qualquer criatura violenta serve como
representante.
Ouvi no último
debate de uma tipa candidata a prefeita em São Paulo, do time do genocida
ladrão de joias, que adotar o projeto Paulo Freire de Educação, que o Boulos
defende, seria um absurdo. Bom mesmo era a escola cívico-militar, onde
estudantes ficarão refém do pensamento dessa trupe do mal.
Essa conversa
vem de longe. A ditadura empresarial-militar expulsou Paulo Freire com seu
método e criou o Mobral. Uma coisa que escondia fatos e deseducava. Paulo
Freire não estudou em Harvard. É Harvard que estuda Paulo Freire. Essa é a
verdadeira motivação de rejeitá-lo como patrono da educação brasileira.
A boa Política
é uma coisa séria e as eleições também. Vai definir a vida da população
brasileira nas 5571 cidades, porém como ocorrem as escolhas: as pessoas
escolhem seus representantes, primeiro por interesses, segundo por uma paixão
cega e por último. Uma pequena parte, por quem tem convicção política para
votar em projetos e não em pessoas.
Quem você é
nessa ciranda política?
Antonio Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
sábado, 14 de setembro de 2024
Aí vem mais uma eleição...
Eleição é uma
coisa boa? Do ponto democrático tão odiada pela ultradireita, é evidente que
sim, até porque já ficamos, em vários momentos, proibidos de votar.
Porém, vejam em
que se transformou o processo eleitoral: falsas promessas, Fake News, pessoas
votando em quem seus pastores e padres reacionários determinam, votando pelo
ódio e candidatos e candidatas inimigos da classe trabalhadora, que se
apresentam como seus defensores e defensoras, mas na prática irão vender e
rifar suas almas.
Ficamos de 1964
a 1984 sem podermos votar. Um sonho roubado pela ditadura empresarial-militar,
que destruiu sonhos, matou pessoas inocentes, fechou o Congresso, torturou por
prazer e vendia a ilusão que eram contra o comunismo, que mais de 90 por cento
da população nem imagina o que seja. Repetem seus algozes...
Estamos
vivenciando um dos piores momentos da história do Brasil, que oficialmente é
uma história mentirosa. Pegando por exemplo São Paulo, onde um carioca que
forjou o endereço e miliciano está a desgovernar, foi criada uma plataforma
oficial para denúncias. Uma professora da escola de frente à minha casa foi
achincalhada com os piores pronomes e até o momento quem provocou tudo isso
ainda não foi punido.
Esses seres do
mal fazem parte do time do genocida que matou milhares de pessoas, ladrão de
joias e matadores das carpas do Planalto para pegarem as moedas. É o time que
está incendiando o mundo, apenas para pôr a culpa no Governo Lula. Estão
fazendo como Nero que incendiou Roma e ainda pôs a culpa nos cristãos.
Pensar que uma
grande parte da população idolatra figuras como essas, só me faz imaginar que
algo deu errado com a raça humana ou estamos bem próximos do seu fim.
Antonio Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
segunda-feira, 2 de setembro de 2024
A Natureza pede passagem...
Há 20 dias da
chegada da Primavera a natureza pede passagem. Foi assim nesse cenário do ano
passado, quando a vida pulsava e queria mais e será outras vezes até que essas
árvores esmoreçam.
Para que se
complete mais um ciclo da vida, aí vai um pedido: “Mãe natureza trazei o sol novamente
para aquecer os nossos corpos e através de sua beleza e esplendor se aquece
também a alma, que segue em vida para que fique novamente em brisa”.
No cenário particular
flores amarelas ao chão formando um lindo tapete e beirando a cerca novas
flores que se abrem, colorindo um passeio imaginário de plena cor.
De manhã gotas
de orvalho nas plantas rasteiras, que nos faziam molhar os pés, que hoje caminham
rumo à imaginação, nos fazendo refletir que a vida pulsa em qualquer canto ou
recanto onde exista um toque sutil de amor pelo ato de viver.
Ao fechar os
olhos, vem à lembrança: “Por onde andam os viajantes que outrora se faziam
presentes?” Quem sabe estejam na caminhada em busca de luzes para se viver, ou
partiram para um novo mundo, onde a luz se faz permanente...
As flores sutilmente
revelam que para se formar um jardim, não basta só plantar. É preciso regar,
adubar e cuidar todos os dias, num processo de simbiose de troca de amorosidade,
pois quem não cuida em detalhes de um jardim físico de casa, ou despreza o que
foi plantado, jamais cuidará ou manterá um Jardim da Alma.
Antonio Lopes Cordeiro (Toni)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
terça-feira, 23 de julho de 2024
Quando a vida se movimenta e deixa a alma em brisa...
Antonio
Lopes Cordeiro (Toni Cordeiro)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
tonicordeiro1608@gmail.com
quinta-feira, 11 de julho de 2024
A beleza da maturidade e os preconceitos com a idade...
Maturidade é um processo contínuo de desenvolvimento pessoal que envolve um amplo conhecimento sobre a vida, o equilíbrio com as emoções, a responsabilidade com o que se faz e com quem faz, além do deleite da sabedoria, que é o acúmulo de todas as demais etapas do desenvolvimento, onde o ouvir se torna mais importante do que o falar...
A maturidade acaba virando um fenômeno por estar muito além
do número de anos que se têm. Faz parte da junção dos anos, aliados às
experiencias e a forma de como se lida com o ato de viver. Como resultado contos
para se contar e muitas histórias para se ouvir, como se fosse um ponto de
encontro com o que foi e com o que será.
Na contramão da maturidade vem os preconceitos, como com as
pessoas idosas, além das desconfianças veladas ou não. Ser velho ou velha na
cabeça de muita gente é uma forma de degradação da espécie humana, como se a
vida preservasse quem vive de preconceitos, enquanto as desconfianças minam
todas as relações. Envelhecer bem é a gratidão da existência dando sua
contribuição para as nossas histórias de vida.
As pessoas guardam seus preconceitos no olhar, nas caras e
bocas e nas falas que saem ao vento e suas desconfianças, principalmente nas
atitudes. Enfim, o preconceito mesmo debaixo de uma forte armadura revela as
desigualdades e machuca corações e mentes de pessoas que querem apenas viver...
Independente da idade, viver bem é estar em paz, com o coração
pulsando forte e quem sabe ser convidado ou convidada por alguém que ainda
acredita que amar vale a pena, para atravessar aquela ponte num pôr do sol,
pois do outro lado do rio há um mundo colorido com um lindo jardim para se
apreciar e andar de mãos dadas...
quinta-feira, 6 de junho de 2024
Bem-vinda senhora velhice...!
Ontem fui criança, jovem e de meia idade e depois o tempo voou em direção ao futuro, de forma tão veloz que nem vi ele passar. Hoje perto de completar sete décadas de existência me deparo contigo frente a frente e me preparo de todas as formas para que a nossa convivência seja a melhor que eu mereça ter...
Como te definir? Quem sabe como um tempo de descida da escada
da vida, onde para muitas pessoas se torna um tempo de puro sofrimento, porém, quando
tudo caminha a contento dentro da lógica da vida, tu és um grande presente antes
da partida final.
És temida por muita gente, pois geras grandes mudanças na
aparência visual, sendo que muita gente só vive disso, além de necessitares de atenção
especial com a saúde, o que faz com que os convênios médicos escrotos, nem queiram
pessoas com mais de sessenta anos ou cobram um valor fora da realidade, além de
pagarem seus representantes gestores ou legisladores para precarizarem cada vez
mais a saúde pública.
Vamos combinar? Chegues calma e me faças viver e reviver as coisas
que aprendi a gostar, assim como me fortaleças para que eu continue lutando contra
todas as formas de discriminação, violência, mentiras e descasos que assolam
esse Brasil de meu Deus.
Sentindo a tua presença, passa um longo filme pela minha
cabeça, me fazendo lembrar dos diversos erros e acertos, pelos quais passei, num
desfile de atos, fatos e lembranças, como se houvesse uma vitrine guardando toda
a minha história de vida até aqui.
Depois de tantas perdas de quem não conseguiu conviver contigo,
fecho os olhos e agradeço todos os dias por continuar em vida e bem, compartilhando
o meu tempo de agora com as pessoas que amo e esperando ansioso para pegar na
mão do Heitor e sair em brincadeiras por horas a fio, onde nem veremos o tempo
passar...
Antonio
Lopes Cordeiro (Toni Cordeiro)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
Tempo...Tempo...Tempo... Ainda dá tempo?
Tempo de que? Tempo para que?
segunda-feira, 22 de abril de 2024
Um toque de divindade no ar...
Uma plantinha. Um lugar. Um toque no ar. Uma mensagem. Uma história. Uma pequena conexão sugerindo que dois mundos se uniram para compor um novo cenário, nos avisando que a natureza relata o que sente em pequenos gestos ou em mudanças de cor.
Em seu respiro a natureza vai dando seu tom.O verde é vida. O amarelo é atenção e a cor marrom nas folhas diz que chegou ao fim. Entre uma cor e outra a possibilidade de se mudar, de se cuidar e principalmente de se fazer vida, onde a vida perdure até seu último respiro.
Que mensagem essas plantinhas juntas nos trouxeram se juntando num espaço cuidado há anos? Quem sabe um pequeno aviso de que a paz reina nas vidas que se somaram em flor e que um segundo encontro pode ter ocorrido além das nuvens onde não podemos tocar.
É algo subliminar diante dos nossos conhecimentos, gerando suposições de que algo inusitado aconteceu, porém nos pondo em alerta de que há vida, além da vida, onde os pontos se encontram e nas sublinhas estão as respostas de muitas das nossas dúvidas.
Dizem que por trás dos verdes montes moram as incertezas, mas ao pôr do sol ou quando ele nasce anunciando um novo dia, moram nossos sonhos, onde tudo é permitido, até mesmo achar que somos imortais por um instante e desejarmos que só coisas boas nos aconteçam.
Assim, amanhã quando o dia raiar vou correndo saudar o que não se esperava acontecer, onde o verde dá o tom com um ar de recepção e nossas almas vão vivenciando o que nossas mentes projetam e as nossas crenças as mantém vivas...
Antonio Lopes Cordeiro (Toni Cordeiro) Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
sexta-feira, 26 de janeiro de 2024
Que brilho é aquele no céu?
É uma estrela? Há rumores que sim. Contam os espíritos de luz que uma linda estrela acabou de chegar no plano superior e juntou-se às estrelas próximas a ela formando uma nova constelação, onde o fim da vida física se mistura com a continuidade de uma nova vida.
De quem se trata? De alguém com
luz própria, capaz de iluminar uma vida inteira. Viveu com toda intensidade, uma
vida de cores, de sabores e de muita arrumação, onde uma vírgula significava
apenas o intervalo entre duas formas de construção do cenário que a agradasse.
Foi vida. Foi carinho. Foi resultado do que cuidou em seus
inúmeros detalhes, onde o real misturava-se com as preocupações de tornar belo
o que era visível, passando a ser algo que pudéssemos enxergar e aprendêssemos
todos os dias e isso a fez mestra em tudo que tocou.
Foi amada por muitas pessoas e amou
infinitamente a quem fazia parte de sua vida e a quem dela se aproximou. Ausentou-se
do cenário cotidiano por muito tempo e foi cuidar da terra, das plantas, das
flores, do espaço de leitura público que servia meninos e meninas do bairro, do
espaço infantil que construiu e do jardim da alma, onde tudo floresce quando se
trata com amor. Como resultado, um cenário incrível, onde cada detalhe conta um
pouco de sua história.
Ações misturadas com inquietudes.
Tom firme ao falar de coisas reais e defendia que viemos ao mundo para servir e
serviu. Tudo em tempo antes de se tornar mais uma estrela no céu, onde habita o
que não temos ainda capacidade de entender de forma plena.
Ao seguir viagem para o outro
plano deixou nossos corações batendo em descompasso e em nossas mentes suas várias
lembranças e seu bonito legado de vida.
Dizem que a terra treme e o céu
se ilumina quando alguém de muita luz parte para o plano superior. Por certo
tudo isso aconteceu na manhã de segunda feira e nós nem percebemos, pois estávamos
envolvidos com a dor da partida.
Obrigado Verângela Raposo
Grazioli por tudo. Foi um grande aprendizado amoroso o que conseguimos viver
juntos. Quem sabe essas eram as nossas missões...
Antonio Lopes Cordeiro (Toni Cordeiro)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
domingo, 31 de dezembro de 2023
O que esperar do novo ano?
Saímos das trevas, sentindo de
perto o calor infernal como era e renascemos para uma nova vida nesse ano que
está para terminar, vindos de uma terra arrasada, bombardeada por Fake News,
com mil descasos e com o luto de mais de 700 mil pessoas que nos deixaram, sendo
a maioria por desprezo do infeliz genocida, quem sabe bem antes de suas horas
de vida.
Distanciamo-nos de algumas pessoas
pelas nossas diferenças políticas e de outras porque já não fazem mais parte do
nosso universo diário e juntamos os cacos que sobrou do lamaçal que o país se
encontrava. Sacudimos a poeira e seguimos viagem rumo aos nossos sonhos.
Subimos nos melhores pontos das
cidades para ver a multidão vermelha passar, lutamos muito para que a nossa
conquista pudesse acontecer e ao olhar nos espelhos da vida contando os dias
que já se passaram, nos sentimos orgulhosos de nunca termos mudado de lado ou
de posição.
O que esperar do novo ano?
Continuar em luta contra o ódio, construir novos relacionamentos, degustar
todas as conquistas que estamos tendo e saudar todas as manhãs dos dias
vindouros, celebrando o encontro entre os sonhos e a realidade, saudando
principalmente o ato de viver.
Continuaremos caminhando em
direções diferentes de muita gente, pois sonhamos com um novo mundo, onde caibam
as nossas esperanças e a igualdade, a solidariedade e a fraternidade sejam de
fato o que nos une e não fragmentos do que apenas algumas pessoas desfrutam.
Pintaremos o ano novo com gestos,
afetos, amizades sinceras e estaremos envolvidos e envolvidas com todas as
mudanças que vierem a ocorrer, representadas nesse momento por um forte abraço,
dizendo para quem está à nossa frente de que o melhor que sonhávamos está em
curso, vinda numa noite épica, onde o vermelho deu o tom da conversa e dos
cenários e o céu azul ficou estrelado apontando para um novo amanhã.
Bem-vindo 2024!
Antonio Lopes Cordeiro
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
terça-feira, 28 de novembro de 2023
Era uma tarde de sol...
Perto do sol se
por. O céu avermelhado, com ondas nas nuvens. Um belo cenário para se viver e
absorver tudo que a natureza nos oferecia gratuitamente.
Do lado esquerdo
uma bela paisagem, com uma mistura de verde em várias tonalidades. De repente
um sagui apressado subiu numa das árvores para se defender e ficou o momento em
que bicho e humanos se cruzaram com o olhar, mas a uma distância segura.
Um acorde no
violão rascunhando o que poderia ser o som de uma música e como não saia, o
jeito foi cantarolar. Algo que fizesse bem aos ouvidos e ao mesmo tempo pudesse
levar quem ouvisse a um mundo onde a razão de viver se confundisse com os
sonhos contidos.
Um momento, uma
voz, um clarão e logo veio a chuva. Uma tempestade lavou o chão, molhou as
árvores e lavou junto nossas almas que andam inquietas por não saber o que será
o amanhã.
Logo veio a
noite e com ela a vontade de se deitar e descansar, mas antes havia um acordo
de recitar uma poesia, que acalmasse a mente e fizesse o coração bater mais
forte.
Depois de
listar tudo que se conhecia, veio Neruda que dizia: “A vida esconde nos lugares
mais simples sua grande beleza, que revela qual o significado de por que
persistimos em continuar vivendo”. Neruda passando um importante recado ao ato
de viver.
Assim foi e
assim será. Um dia, uma noite e logo ali bem perto de nós pode estar o segredo
de uma vida simples e confortável, onde o pôr do sol faça parte do fim do dia e
o raiar de um novo dia nos leve ao mundo das fantasias, onde viver, brincar,
amar se confunda com o tempo de vida e de se viver...
Antonio Lopes Cordeiro (Toni Cordeiro)
Estatístico, Escritor e Pesquisador em Gestão Social
quarta-feira, 22 de novembro de 2023
Eu choro por ti Argentina...
A vitória de mais um fascista como presidente, põe o mundo da democracia em alerta e precisamos entender o que levou a extrema direita ressurgir dos sarcófagos, liderar movimentos e governar alguns países. Algo tão absurdo como o canto das sereias.
Uma mistura de nacionalismo, que sequestra os símbolos
nacionais, moralismo religioso centrado nas igrejas neopentecostais, setores
das igrejas tradicionais e uma parte da igreja católica e uma economia ultraliberal,
com a destruição de direitos e a privatização de tudo que é público ou no falso
combate à corrupção, como fazia o ladrão de joias.
O que foi preciso para tudo isso acontecer? Bons discursos de
“salvadores da pátria”, pastores e padres conservadores enganando seus fiéis e
uma imprensa golpista dando todo apoio, mesmo sendo tratada com todo desprezo,
como no tempo do genocida.
Assim foi com Trump, que fez com que parte dos americanos
achasse que a verdade tinha morrido, com o inominável brasileiro, que matou
milhares de pessoas por falta de vacina, com a Bolívia depois da renúncia de
Evo Morales com sua vice e o crescimento dos ultraconservadores na Espanha,
Suécia, Alemanha, Chile e em outros países.
O ocorrido na Argentina, não foi diferente de São Paulo com o
carioca eleito Governador. Um povo movido a ódio e sem noção política, refém de
seus falsos líderes.
Segundo Aldo Fornazieri, doutor em Ciência Política, a
extrema direita cresce no vácuo da incapacidade dos liberais e dos partidos de
centro esquerda de resolver problemas básicos das sociedades, que foi o ocorreu
na Argentina. Além disso, a esquerda historicamente, não consegue se unir em
torno de uma frente e de pautas comuns.
Para nós que pensamos, agimos, lemos Paulo Freire, gostamos
de sociologia, filosofia e história, além de lutarmos por uma sociedade justa,
fraterna e igual para todos e todas, embora hoje achando ser uma longe utopia,
vemos o fascismo como uma doença social e política, nascida da ignorância
política, alienação e o fundamentalismo religioso.
O povo sofrido é enganado com falsas promessas e abduzido para
um mundo paralelo, onde só seus algozes ganham e eles os mantém com seus pobres
salários.
Fico feliz de ter escolhido um lado da história onde não
tenho receio de me envergonhar e junto com sonhadores e sonhadoras vamos
escrevendo uma nova história de vida.
Antonio Lopes
Cordeiro (Toni Cordeiro)
Estatístico, escritor e pesquisador em Gestão Social
terça-feira, 14 de novembro de 2023
Vida e morte na corte do mal
Que mundo é esse que não se abala pelo extermínio diário, num diário que registra apenas enquanto há vida?





















